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Previna-se

Neste post falaremos dos métodos contraceptivos e da prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Para melhor entendimento leia a matéria toda. Até!

Método das Barreiras físicas:

Os métodos de barreira impõem um obstáculo físico para dificultar ou impedir o movimento dos espermatozóides em direção ao trato reprodutivo feminino. Existem vários tipos de métodos contraceptivos por meio de barreiras físicas, abordaremos os mais comuns.

Preservativo Masculino (“camisinha”): É uma capa fina de borracha (látex) que deve ser colocada no pênis para impedir o contato com qualquer superfície.

A camisinha masculina impede o contato do pênis com a vagina, nas relações sexuais genitais, impedindo assim que os espermatozóides entrem em contato com a vagina e ocorra uma gravidez. Ela também impede a troca de secreções nas relações sexuais, genital (pênis/vagina) e oral (pênis/boca) e anal (pênis/ânus), prevenindo também as DST/HIV-Aids.

Como usar: Para colocar a camisinha o pênis deve estar ereto (duro).
A camisinha masculina deve ser colocada antes de ter qualquer contato do pênis com a vagina, o ânus ou a boca.

É importante prestar atenção à alguns detalhes na embalagem no preservativo, como:

– Prazo de validade

– Carimbo do INMETRO que determina a qualidade da camisinha.

– A embalagem não pode estar furada, para checar isso, basta aperta-la, se ela se estufar significa que ela está em condições de uso.

Camisinha.

Como colocar:

1º) Coloque sempre a camisinha antes do início da relação, quando o pênis estiver ereto. Aperte o bico da camisinha até sair todo o ar, evite apertar demais para não estragar a camisinha.

2º) Deixe um espaço vazio de 2 cm na ponta da camisinha: ele vai servir de depósito para o esperma. Algumas camisinhas já têm uma ponta especial para esse fim.

3º) Sem deixar o ar entrar, vá desenrolando a camisinha até que o pênis fique coberto. Se ela não estiver bem encaixada ou se ficar ar dentro, a camisinha pode rasgar.

4º) Se a camisinha romper durante a relação, retire-a do pênis imediatamente e coloque uma nova. Tenha sempre várias camisinhas de reserva.

5º) Depois de ejacular, retire o pênis enquanto ainda estiver ereto. Quando o pênis começa a amolecer, a camisinha fica frouxa, permitindo que o esperma escape pela parte de cima (o que poderia causar contaminação).

6º) Retire a camisinha com cuidado: não deixe que ela escorregue, nem que o líquido seja derramado. Depois de retirada, amarre-a, e embrulhe-a em papel higiênico e jogue-a no lixo.

Preservativo Feminino: O preservativo feminino é uma bolsa de poliuretano de dezessete centímetros que se ajusta na vagina. É um método contraceptivo de barreira que pode também proteger contra várias doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Existe um anel flexível na extremidade fechada da bolsa. Um anel ligeiramente maior está na extremidade aberta. O anel na extremidade fechada mantém o preservativo na posição correta na vagina. O anel da extremidade aberta fica fora da vagina. Quando o preservativo estiver em posição durante a relação sexual, não há nenhum contato da vagina e da cérvice com a pele do pênis ou suas secreções. O preservativo feminino pode ser inserido até 8 horas antes do sexo.

Como colocar:

1. Ache uma posição confortável que pode ser:

– de pé com um dos pés em uma cadeira
– agachada com seus joelhos separados
– deitada com suas pernas dobradas e joelhos afastados.

2. Segure o preservativo com a extremidade aberta pendurada para baixo. Aperte o anel interno com seu dedo polegar e médio.
3. Segurando o anel interno apertado e junto, insira-o na vagina, empurrando-o até ultrapassar o nível do osso do púbis.

Quando corretamente inserido, o anel externo ficará pendurado para baixo ligeiramente fora da vagina. Durante a relação sexual, com sua mão introduza o pênis na vagina no interior do preservativo feminino. Se o preservativo parece estar grudando e se movendo com o pênis em lugar de repousar na vagina, pare e ponha lubrificante dentro do preservativo (próximo ao anel externo) ou no pênis.

Para remover o preservativo feminino depois da relação:

1. Aperte e torça o anel externo para manter o sêmen do lado de dentro da bolsa.

2. Puxe suavemente o preservativo feminino para fora e jogue-o no lixo.

Não reutilize preservativos, nem utilize os dois tipos de preservativo, feminino e masculino, ao mesmo tempo. Seja cuidadoso para não rasgá-lo com unhas ou objetos afiados.

Quais são os benefícios?

– O preservativo feminino protege contra gravidez quase tão bem quanto o diafragma. Sua porcentagem de falha é de 21%.
– O preservativo feminino dá às mulheres uma maneira de se proteger contra algumas doenças sexualmente transmissíveis. Da mesma forma que preservativos de látex para homens, nem o vírus da AIDS (HIV) nem o vírus da hepatite B podem penetrar o poliuretano do preservativo para mulheres.
– É menos provável que o poliuretano cause uma reação alérgica que um preservativo de látex masculino.
– O preservativo feminino é menos propenso a romper ou rasgar.
– Não é necessária prescrição médica.
– O preservativo feminino confere uma oportunidade às mulheres de dividirem a responsabilidade pelo uso de preservativos com seu parceiro.

Quais são as desvantagens?

– Cada preservativo feminino pode ser usado uma vez só e custa entre R$5,00 e R$10.00.
– O anel exterior é um pouco incômodo.
– Como o preservativo masculino, o preservativo feminino não fornece proteção completa contra todas as DSTs. As infecções podem ser transmitidas por organismos em áreas da pele que não são cobertas pelo preservativo. Por exemplo, o preservativo não provê proteção confiável contra o vírus do herpes simplex ou o vírus da verruga venérea.

Diafragma: O diafragma, um método anticoncepcional de barreira, é uma cúpula rasa feita de silicone (ou látex), com bordas firmes e flexíveis. Cobrindo o colo do útero, impede a passagem dos espermatozóides, evitando a fecundação.

Além de prevenir contra a gravidez, não tem efeitos hormonais, seu uso pode ser interrompido a qualquer momento, é relativamente fácil de ser usado, pode ser colocado em até seis horas antes da relação sexual, não é sentido pelo parceiro, e pode durar por até dois anos.

Alguns estudos preliminares afirmam que o diafragma pode diminuir a manifestação de doenças como a gonorreia, doença inflamatória pélvica aguda e câncer de colo de útero, este por evitar uma possível passagem do HPV para esta região. Porém, como a vulva e a parede vaginal não são protegidas, a camisinha se mostra, ainda, o único método anticoncepcional com alta eficácia de prevenção contra DSTs.

Largamente utilizado antes do advento das pílulas anticoncepcionais, este método se mostra seguramente eficaz neste sentido, quando utilizado da forma correta. Quanto a isso, primeiramente a mulher deve se consultar com um médico ginecologista, a fim de verificar se há alguma contra-indicação e, caso não exista, receber as orientações de uso e checar o tamanho exato do diafragma que deverá adquirir.

Como usar:

Escolha uma posição confortável (deitada, de cócoras, etc.)

Dobre-o ao meio, formando um oito, e introduza-o na vagina, cobrindo o colo do útero.

 

Muitos profissionais aconselham o uso associado com espermicidas com o nonoxinol-9 a 5% como princípio ativo, adicionados à cúpula antes de sua introdução; a fim de potencializar os efeitos contraceptivos pela morte de espermatozóides. Outros já indicam o uso contínuo do diafragma, retirando-o apenas no período menstrual e durante o banho, para lavá-lo; sendo reintroduzido logo depois.


Informações adicionais:

O diafragma deve ser retirado pelo menos seis horas após o coito, não se estendendo por período superior a vinte e quatro horas. No primeiro caso, tal cuidado é para evitar que espermatozóides, ainda vivos, se direcionem às trompas; no segundo, a fim de evitar infecções.

Após a retirada, o diafragma deve ser lavado com água fria e sabão neutro; e secado naturalmente, ou com auxílio de uma toalha macia e limpa. Depois, deve ser guardado em sua caixinha.

Gravidez, aborto, operação do períneo e ganho de peso acima de 5kg requerem uma nova medição para possível mudança de diafragma.

Esponja contraceptiva: É uma pequena esponja embebida em espermicida, que possui uma depressão para segurá-la no lugar sobre o colo uterino. O espermicida contido nela é normalmente ativado mediante o contato com água corrente. Deve ser inserida pouco antes da relação sexual.

Métodos Hormonais:

Pílula: É um comprimido feito com hormônios sintéticos que impedem o amadurecimento do óvulo e a ovulação. É um método quase 100% seguro de evitar a gravidez. A pílula deve ser tomada todos os dias, no mesmo horário. Cada cartela tem 21 comprimidos. O primeiro deve ser tomado no quinto dia a partir da chegada da menstruação, ou seja, no quinto dia do ciclo menstrual.

Como a pílula funciona:
Os hormônios contidos na pílula (estrogênio e progestina) atingem uma glândula no cérebro (pituitária) e bloqueiam os hormônios responsáveis pela ovulação. O organismo “pensa” que está grávido e a ovulação é interrompida. Assim, não ocorre a gravidez. Além disso, ela deixa o muco cervical (secreção que sai pela vagina e se parece com clara de ovo) mais espesso. Isso ajuda a imobilizar o espermatozóide.

Adolescentes não devem tomar pílula, pois os hormônios desse anticoncepcional podem interferir no seu crescimento. Para algumas mulheres, a pílula pode trazer problemas de saúde. Por isso, esse anticoncepcional só pode ser receitado por médico, que avaliará a saúde da mulher antes de indicá-lo. É importante, também, que todas as mulheres que tomam pílulas façam consultas médicas periódicas (pelo menos uma vez por ano).

No primeiro mês em que se toma a pílula, é bom usar também outro método, como a camisinha. Isso porque às vezes ainda ocorre ovulação nesse primeiro mês.

A pílula também gerou muita mudança na sociedade em geral a partir dos anos 60, vejam esta reportagem:

A revolução sexual dos anos 60

O sexo, na época, ainda era tratado apenas como meio de reprodução. Por isso, a pílula significou uma reviravolta no conceito de sexualidade, pois o casal podia passar a manter relações sexuais apenas por prazer. A demanda aumentou muito a partir de 1965 na Alemanha. Ao mesmo tempo em que a indústria farmacêutica enriquecia, o sexo masculino começou a preocupar-se com a fidelidade de esposas e namoradas.

O auge da pílula anticoncepcional veio a seguir, com Woodstock e os hippies, a efervescência do movimento estudantil e o avanço do  feminismo. Em pouco tempo, no entanto, começaram as evidências de efeitos colaterais, como o perigo de trombose, provocando insegurança entre as mulheres.

Os laboratórios continuaram pesquisando e criaram a mini e a micropílula (com dosagens hormonais menores), a pílula para depois, a pílula do aborto, o adesivo e o implante com hormônios.

Dispositivos intra-uterinos:

DIU: DIU significa dispositivo intra-uterino. É uma peça de cobre ou de silicone, que é colocada, pelo médico, dentro do útero. Essa peça impede que o espermatozóide chegue ao óvulo ou que o óvulo fecundado se implante no útero e se desenvolva.

Em condições normais, e dependendo do tipo usado, o DIU pode ficar no corpo da mulher de dois a cinco anos. Depois desse período ele deve ser retirado e pode ser substituído por outro, se a mulher desejar. Existe um tipo de DIU feito de silicone que pode ficar dentro do útero por tempo indeterminado.

Só um médico pode colocar o DIU na mulher. As mulheres que usam esse dispositivo devem retornar periodicamente ao médico, pois o DIU pode sair do lugar e provocar sangramentos, problemas de saúde ou mesmo permitir a gravidez.

Os métodos contraceptivos tecnológicos cirúrgicos são métodos definitivos que envolvem uma cirurgia no sistema reprodutor que irá impedir que os gâmetas entrem nas vias genitais. São depois absorvidos pelo organismo, de modo que nunca mais irão provocar a fecundação de forma natural. Deste modo, uma decisão destas implica muita reflexão antes.
Existem dois casos:
    • Vasectomia – intervenção cirúrgica no homem com um pequeno corte nos canais deferentes impedindo que os espermatozóides passem dos testículos para a uretra.

  • Laqueação das Trompas – corte e sutura das Trompas de Falópio na mulher de modo que os espermatozóides não alcançam o óvulo.

O impedimento de fecundação não implica que os organismos deixem de produzir gâmetas. Aliás, o homem continua a produzir testosterona e esperma (embora já não ejacule) e a mulher continua a produção de progesterona e estrogênios e a ter menstruação, pois apesar de o óvulo não sair as paredes do útero permanecem no seu ciclo menstrual de crescimento e descamação.

Tabelinha e Coito interrompido

Tabelinha: É um método natural, pois não utiliza nenhum material ou remédio. Consiste em não ter relações sexuais no período fértil, ou seja, no período em que pode existir um óvulo maduro no organismo da mulher. Só dá certo se a mulher for bem regulada, quer dizer, se sua menstruação não atrasa nem adianta.

Aproximadamente catorze dias antes da próxima menstruação ocorre o amadurecimento de um óvulo e a mulher pode engravidar. Para determinar o período certo da ovulação, primeiro a pessoal tem de saber direito qual é seu ciclo e se é bem regular. Para isso, deve-se anotar, durante pelo mentos oito meses, os dias da menstruação.

Se for regular, a menstruação virá sempre a cada 27 dias ou a cada 28 dias ou 30 dias. Para usar a tabela, a mulher deve anotar num calendário o primeiro dia do ciclo. Numa mulher que menstrue de 28 em 28 dias, o 14º dia será o dia da ovulação, ou seja, seu dia mais fértil.

Não se deve ter relações quatro dias antes ou quatro dias depois da ovulação. Os dias mais seguros para ter relações sexuais sem engravidar são:

– os sete dias antes da menstruação.

– os dias da menstruação.

– os três dias após a menstruação.

É preciso muito cuidado: o método da tabelinha falha demais. Em mulheres com menstruação irregular, ele não funciona mesmo. Até quando o ciclo é bem certinho, pode ocorrer uma irregularidade passageira. Por isso, não é um método adequado para quem quer evitar de todo jeito a gravidez. Por isso, tome cuidado com esse método.

Coito interrompido:

Consiste em retirar o pênis da vagina da mulher antes da ejaculação.

Não é realmente um método seguro. Às vezes, saem gotas de esperma antes da ejaculação. Como uma gotinha tem milhões de espermatozóides, poderá ocorrer gravidez. Além disso, dificilmente os homens têm controle suficiente sobre seu próprio corpo para interromper a relação no momento exato.

Também não é um método satisfatório, pois pode atrapalhar o prazer sexual do par.

Mensagem aos jovens e amigos

No nosso post, pesquisamos muito sobre os métodos anticoncepcionais e relatamos os mais comuns. Com uma variedade tão imensa de métodos, não há desculpas para ter uma gravidez indesejada. Então, a mensagem que passamos a vocês é que relações sexuais exigem responsabilidade e não se pode esquecer da seriedade necessária que vem junto com elas. Além de uma gravidez indesejada, você pode contrair doenças sexualmente transmissíveis DSTs. Então:

Se for ter relações sexuais, seja responsável e pense no assunto com seriedade.

PREVINA-SE!

 

Falaremos da heroína nesse post. Considerada uma das drogas mais viciantes e devastadoras que existem, responsável por causar muitas mortes por overdose e deixar os usuários completamente dependentes.

Origem e formas de consumo

A heroína é descendente direta da morfina, e ambas são tão relacionadas que a heroína, ao penetrar na corrente sanguínea e ser processada pelo fígado, é transformada em morfina. A papoula empregada na produção da droga é cultivada principalmente no México, Turquia, China, Índia e também nos países do chamado triângulo Dourado (Birmânia, Laos e Tailândia).

Da planta ao pó, é um processo demorado, pois para chegar até na Heroína, tem que passar antes por várias etapas. A heroína é fabricada a partir da morfina por acetilação. A produção da droga é feita a partir da morfina presente no ópio. O ópio é extraído dos bulbos da papoula do ópio, frequentemente roxa, Papaver somniferum. (A papoula vermelha comum (Papaver rhoeas), uma erva daninha nos campos agrícolas, não contém praticamente nenhum narcótico, mas é moderadamente venenosa devido a outras substâncias.)

A heroína pode ser injetada, inalada ou fumada. Uma injeção intravenosa provoca maior intensidade e início de euforia mais rápido (7 a 8 segundos), enquanto a injeção intramuscular causa a sensação mais lentamente (5 a 8 minutos). Quando a heroína é inalada ou fumada o pico do efeito é atingido em 10 a 15 minutos. Todas as formas de uso da heroína causam dependência e tolerância.

A heroína quando usada junto com outras drogas depressoras do Sistema Nervoso Central, como álcool e calmantes, tem seu efeito potencializado. Uma pequena dose de heroína pode rapidamente produzir os mesmos efeitos de uma dose elevada (ou uma overdose) se for combinada com outras drogas.

Efeitos

Os usuários de heroína injetável correm mais riscos de contraírem HIV, Hepatite B e Hepatite C ao compartilharem ao compartilharem seringas ou agulhas. Além disso, o uso crônico da heroína pode provocar colapso dos vasos sangüíneos, infecção bacteriana das válvulas do coração, abscessos, doenças do fígado e rins, pneumonias e tuberculose. A longo prazo, o consumidor poderá sofrer alterações a nível de peso (emagrecimento extremo), afecções gastrointestinais ou patologias ginecológicas (amenorreia, problemas de ovulação).

O dependente de heroína também pode ter problemas sociais e familiares. Ele torna-se apático, desanimado, perdendo o interesse por sua vida profissional e familiar. A necessidade de doses crescentes da droga pode levar o indivíduo a ter problemas financeiros resultando em mais problemas sociais.

Além disso, sabe-se que é perigoso dirigir após fazer uso da heroína, pois causa sonolência, reduz a coordenação, as reações ficam mais retardadas e a visão pode ser afetada.

O dependente de heroína começa a ocupar cada vez mais seu tempo e energia na obtenção da droga, que se torna a coisa mais importante de sua vida. Além disso, uma pessoa que começa a usar heroína pode rapidamente desenvolver tolerância e precisa cada vez de maior quantidade da droga para obter o mesmo efeito.

Um dos principais prejuízos causados pela heroína é a dependência física e psicológica. A dependência física ocorre quando o corpo se adapta a presença da droga e dependência psicológica é caracterizada pela compulsão (“ter que usar”) pela droga. Nestes dois casos, vai haver uso cada vez mais freqüente e de quantidades cada vez maiores da droga. Quando o usuário interrompe o uso da heroína, desenvolvem-se sintomas de abstinência como: diarréia, náuseas, vômitos, cãibras, dor muscular e óssea, lacrimejamento, perda de apetite, secreção nasal, bocejos, tremores, pânico, insônia, desânimo, movimentos involuntários de pernas, agitação e transpiração. A maioria desses sintomas começa entre 24 a 48 horas após o uso da última dose e diminuem após uma semana. No entanto, algumas pessoas permanecem com esses sintomas por vários meses.

Sintomas por overdose de heroína

Respiração muito diminuída (inclusive com parada respiratória), diminuição da pressão sangüínea, diminuição da temperatura corporal (pele fria), extremidades do corpo podem ficar azuladas, pupilas muito pequenas, os músculos esqueléticos tornam-se flácidos, a mandíbula relaxa-se e a língua cai para trás, obstruindo a passagem de ar. Ocorrem convulsões, coma e posteriormente a morte devido à insuficiência respiratória. Mesmo se a respiração é restabelecida, pode ocorrer morte como resultado de complicações como pneumonia ou choque que ocorre durante o período de coma. A tríade coma, respiração e pupilas muito diminuídas sugerem fortemente intoxicação por opióides.

Para tratar alguém que está sofrendo overdose de Heroína: o primeiro passo é manter as vias aéreas abertas e propiciar ventilação. Naloxona (é um fármaco usado para reverter estado de coma e depressão respiratória nas intoxicações opiáceas), antagonista dos opióides, pode reverter o quadro de intoxicação.

Tolerância e Dependência

A tolerância é desenvolvida com grande rapidez, o que leva ao aumento das quantidades consumidas para obtenção dos mesmos efeitos. Após um período de paragem, o consumo de uma dose equivalente à tolerância anteriormente adquirida poderá provocar overdose. Os opiáceos geram grande dependência, tanto física como psicológica.

Síndrome de Abstinência

Passa por diferentes fases. Inicialmente poderão ocorrer bocejos contínuos, choro, sudação, hiper-sensibilidade à dor, agitação e inquietação. De seguida, começa a ansiedade, irritabilidade, tremores, dores e espasmos musculares, dilatação da pupila e taquicardia. Com a progressão do quadro de abstinência surgem náuseas, vômitos, diarreia, ejaculação espontânea, dores fortes e febre.

Heroína e a gravidez

A heroína pode causar aborto, parto prematuro, baixo peso fetal e morte do feto ao nascimento.

Os filhos de mãe dependente de heroína poderão sofrer a síndrome da morte súbita, sintomas de abstinência logo após o nascimento e problemas durante seu desenvolvimento.

A síndrome de abstinência é muito mais perigosa para o feto do que para o adulto; a abstinência na mulher grávida pode causar morte fetal ou aborto espontâneo.

Tratamento de um usuário da droga

Deve incluir:

  • Drogas substitutas, como a metadona e naltrexona, que são medicações bloqueadoras dos efeitos da heroína, morfina e outros opióides.
  • Apoio psicológico com o objetivo de descobrir por que o indivíduo procurou a droga.

Já fizemos um post sobre os danos que o cigarro (branco) pode causar. Mas diferentemente dos cigarros, as drogas causam danos muito mais devastadores e em menor prazo. Algumas drogas, como a heroína e o crack, são altamente viciantes e já na primeira vez de uso causam dependência. Não se misture com isso, estará colocando sua vida em risco sem ter nenhuma vantagem, e quando se compra drogas você está financiando a violência e você pode ser uma vítima. NÃO USE DROGAS!

  Neutrófilos neste quadro.

O plasmócito é criado a partir das mitoses feitas pelos Linfócitos B.

E por fim, há a resposta específica imune, que faz exatamente o que é necessário no local onde se encontram os antígenos.

Bem o post dessa vez foi uma HQ, como vocês puderam ver. Não é lá aquelas coisas, pois nunca fizemos isso (mas isso não é desculpa), mas o objetivo é tentar mostrar de forma mais descontraída algumas coisas sobre o sistema imunológico, que é um dos principais do corpo humano. Até a próxima !

Acidente Vascular Cerebral

Vamos falar do Acidente vascular cerebral, conhecido como AVC, que se torna cada vez mais frequente no Brasil, e também no mundo inteiro, devido principalmente aos maus hábitos alimentares, que facilitam o AVC, através de vários fatores que serão falados na extensão do assunto abaixo.

Acidente Vascular Cerebral é um derrame resultante da falta ou restrição de irrigação sanguínea ao cérebro, que pode provocar lesão celular e alterações nas funções neurológicas. As manifestações clínicas subjacentes (ocultas) a esta condição incluem alterações das funções motora, sensitiva, mental, perceptiva, da linguagem, embora o quadro neurológico destas alterações possa variar muito em função do local e extensão exata da lesão.

Cérebro que sofreu AVC.

Existem dois tipos de AVC

  • O acidente vascular isquêmico consiste na oclusão de um vaso sangüíneo que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes daquela região afetada, produzindo uma sintomatologia ou déficits característicos. Em torno de 80% dos acidentes vasculares cerebrais são isquêmicos.
  • Nos casos em que há ruptura de vasos sanguíneos, o AVC é classificado como hemorrágico. Esse é o tipo de AVC mais perigoso e leva ao aumento da pressão intracraniana, agravando a lesão. Em torno de 20% dos acidentes vasculares cerebrais são hemorrágicos.

Sintomas

  • Fraqueza

O início súbito de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma área pequena e específica. Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas. Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.

  • Distúrbios Visuais

A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica. O paciente pode ter uma sensação de “sombra” ou “cortina” ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).

  • Perda sensitiva

A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva.

  • Linguagem e fala (afasia)

É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem. Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.

  • Convulsões

Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento), além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.

Diagnóstico do AVC

Os médicos possuem várias técnicas e equipamentos que ajudam no diagnóstico de AVC rapidamente e com precisão. O primeiro passo no diagnóstico é um pequeno exame neurológico ou avaliação do sistema nervoso.

Quando um paciente possivelmente com AVC chega ao hospital, o médico ou enfermeiro perguntará a ele ou ao seu acompanhante o que aconteceu e quando os sintomas começaram. Testes de sangue, eletrocardiograma, tomografia cerebral e ressonância magnética geralmente são feitos.

O médico pode fazer perguntas e mandar o paciente realizar testes físicos e mentais para avaliar a gravidade do AVC.

Já que a tomografia computadorizada está disponível a todas as horas na maioria dos grandes hospitais, ela é a técnica de diagnóstico mais usada para AVC, uma vez que produz imagens rapidamente. A tomografia computadorizada também possui vantagens únicas no diagnóstico. Ela pode ocasionalmente eliminar uma hemorragia e mostrar um tumor que poderia mimetizar um AVC.

Se o AVC for causado por hemorragia, ou sangramento dentro do cérebro, a tomografia computadorizada pode mostrar evidência disso quase imediatamente depois dos sintomas aparecerem. Hemorragia é a principal razão para evitar certos medicamentos como tratamento para AVC, pois eles poderiam aumentar o sangramento.

Outro diagnóstico por imagem usado em pacientes com AVC é a ressonância magnética, a qual usa campos magnéticos para detectar alterações sutis no conteúdo do tecido cerebral. Um efeito do AVC é a diminuição do movimento da água através da tecido cerebral danificado. A ressonância magnética pode mostrar esse tipo de dano dentro da primeira hora depois do aparecimento dos sintomas de AVC. Embora a ressonância magnética seja cada vez mais usada no diagnóstico de emergência de AVC, ela leva mais tempo para ser realizada do que a tomografia computadorizada, o que poderia atrasar o tratamento.

Como ajudar uma vítima de AVC

As três primeiras horas são cruciais para o atendimento de quem está tendo um AVC. Além de salvar uma vida, as sequelas podem ser minimizadas com um socorro rápido à vítima. Se você perceber que algum familiar, amigo ou colega de trabalho está tendo um AVC, chame uma ambulância imediatamente. Enquanto espera por ajuda médica, tome os seguintes cuidados:

Prevenção do AVC

Ainda que o histórico familiar de AVC desempenhe um papel no risco, há muitos outros fatores que podem ser controlados:

* Caso tenha pressão alta, trabalhe com seu médico para controlá-la. Controlar a pressão alta é a coisa mais importante para evitar um AVC.

* Caso fume, pare de fumar.

* Caso tenha diabetes, aprenda como controlá-la. Muitas pessoas não sabem que têm diabetes, a

* Caso tenha diabetes, aprenda como controlá-la. Muitas pessoas não sabem que têm diabetes, a qual é um fator de risco importante para doença cardíaca e AVC.

* Caso esteja acima do peso, procure emagrecer com dieta saudável e exercícios físicos.

* Caso tenha colesterol alto, trabalhe com seu médico para diminuí-lo. Alto nível de colesterol total no sangue é um risco importante para doença cardíaca

Tratamento

O tratamento agudo do acidente vascular cerebral isquêmico consiste no uso de terapias antitrombóticas (contra a coagulação do sangue) que tentam cessar o acidente vascular cerebral quando ele está ocorrendo, por meio da rápida dissolução do coágulo que está causando a isquemia. A chance de recuperação aumenta quanto mais rápida for a ação terapêutica nestes casos. Em alguns casos selecionados, pode ser usada a endarterectomia (cirurgia para retirada do coágulo de dentro da artéria) de carótida. O acidente vascular cerebral em evolução constitui uma emergência médica, devendo ser tratado rapidamente em ambiente hospitalar.

A reabilitação pós-acidente vascular cerebral ajuda o indivíduo a superar as dificuldades resultantes dos danos causados pela lesão.

O uso de terapia antitrombótica é importante para evitar recorrências. Além disso, devem-se controlar outras complicações, principalmente em pacientes acamados (pneumonias, tromboembolismo, infecções, úlceras de pele) onde a instituição de fisioterapia previne e tem papel importante na recuperação funcional do paciente.

As medidas iniciais para o acidente vascular hemorrágico são semelhantes, devendo-se obter leito em uma unidade de terapia intensiva (UTI) para o rigoroso controle da pressão. Em alguns casos, a cirurgia é mandatória com o objetivo de se tentar a retirada do coágulo e fazer o controle da pressão intracraniana.

Curiosidades

Consumo de álcool pode prevenir. Especialistas acreditam que o consumo de álcool em pequenas quantidades pode evitar o acidente vascular cerebral (AVC), principalmente o isquêmico. A substância afinaria o sangue, diminuindo a formação de coágulos e os depósitos de gordura nas paredes dos vasos. Mas o efeito benéfico, segundo os pesquisadores, ocorre somente quando é ingerida baixa quantidade de álcool – um cálice de vinho por dia, por exemplo. O excesso do produto aumenta a pressão arterial, um dos principais fatores de risco para o AVC.

Dia de prevenção Em 24 de junho é comemorado o Dia Internacional do Acidente Vascular Cerebral (AVC). A cargo da Academia Brasileira de Neurologia, a programação inclui orientação da população via folhetos explicativos, distribuídos em postos montados em várias cidades brasileiras.

Transplante em paciente com AVC Em agosto de 2004, no Rio de Janeiro, foi realizado o primeiro transplante de células-tronco adultas em paciente com acidente vascular cerebral (AVC). A mulher, de 54 anos, submeteu-se à cirurgia dois dias depois de ser internada. Estava sonolenta, não falava, não compreendia os fatos e tinha o lado direito do corpo paralisado. Em 17 dias, voltou a caminhar, a compreender o que ouvia e a pronunciar algumas palavras. Dois meses após o procedimento, recuperou a força muscular e passou a falar com maior fluência.

AVC seguido de suicídio Estudo desenvolvido em um hospital da Dinamarca mostra que pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) estão mais propensos a tentarem suicídio, especialmente mulheres acima de 60 anos. De 37 mil pacientes acompanhados pelos pesquisadores, 140 se mataram, sendo 80 mulheres. Concluiu-se ainda que, antes do suicídio, os pacientes podem desenvolver transtornos neurológicos, como esclerose múltipla, epilepsia, doença de Huntington, lesão medular e Parkinson.

Nos peixes, existe um coração com duas cavidades, uma aurícula e um ventrículo.

O sangue venoso do corpo penetra na aurícula pelo seio venoso e sai do ventrículo pelo cone arterial, dilatação inicial da aorta branquial, seguindo depois para as brânquias, onde é oxigenado. Passa para a aorta dorsal, que se ramifica pelo corpo, regressando posteriormente ao coração.

Assim, neste caso apenas circula sangue venoso no coração, por onde passa uma única vez – circulação simples.

O sangue passa por duas redes de capilares (branquial e dos órgãos), pelo que o sangue arterial que sai das brânquias circula lentamente e com baixa pressão.

Nos anfíbios, o coração tem três cavidades, duas aurículas e um ventrículo.

O sangue venoso chega ao coração pela aurícula direita, passa ao ventrículo e sai para os pulmões pelo cone arterial e artéria pulmonar (também designada pulmocutânea), sendo oxigenado pelos pulmões e pela pele. Regressa ao coração pela aurícula esquerda, vai novamente ao ventrículo, onde se mistura parcialmente com o sangue venoso e vai para o corpo, novamente pelo cone arterial. A contração dessincronizada das aurículas evita uma mistura completa do sangue arterial e venoso no ventrículo único, bem como o fato de o cone arterial se dividir em duas vias de circulação.

Neste caso existe uma dupla circulação, uma pequena circulação ou pulmonar e uma grande circulação ou sistêmica. O sangue passa duas vezes pelo coração, permitindo uma velocidade e pressão elevadas após a oxigenação. No entanto, como existe a possibilidade de mistura de sangue arterial e venoso a circulação é incompleta.

Répteis (exceto os crocodilianos) – a circulação é dupla e incompleta, o coração é subdividido em três cavidades (dois átrios e um ventrículo), contudo, em alguns répteis o ventrículo apresenta uma parcial separação denominada Septo de Sabatier;

Répteis crocodilianos – a circulação é dupla e completa, o coração possui quatro cavidades (dois átrios e dois ventrículos), podendo ainda existir uma comunicação entre os ventrículos através de um orifício chamado Forame de Panizza.

Aves

Componentes principais:

Coração (bomba propulsora), Vasos sanguíneos (ductos condutores) e Sangue (líquido circulante).Os vasos sanguíneos podem ser artérias ou veias, onde a medida que perdem espessura passam a se chamar arteríolas e vênulas até ficarem muito finas e serem denominadas capilares.

A circulação fechada, dupla e completa dos mamíferos e das aves são divididas em:

Pequena circulação ou Circulação pulmonar:

O sangue venoso sai do átrio direito passa pela válvula tricúspide e chega ao ventrículo direito, ao sair do coração passa pela artéria pulmonar indo em direção aos pulmões. Nos pulmões serão realizadas as trocas gasosas e a conseqüente transformação de sangue venoso em sangue arterial, que retornará ao coração pelas veias pulmonares entrando pelo átrio esquerdo, passando para o ventrículo esquerdo através da válvula bicúspide ou mitral.

Grande circulação ou Circulação sistêmica:

O sangue arterial (rico em gás oxigênio) sai do ventrículo esquerdo pela artéria aorta, sendo distribuído para todo o corpo e retornando já sangue venoso (rico em gás carbônico) ao átrio direito tanto pela veia cava inferior como pela veia cava superior.

Mamíferos:

O sistema circulatório dos mamíferos é formado pelo coração e vasos sanguíneos (artéria, veias e capilares). O coração dos mamíferos difere dos demais amniotas ectotérmicos por possuir um septo ventricular completo e somente um arco sistêmico, embora o arco duplo original seja aparente durante o desenvolvimento. Uma condição similar é observada nas aves, mas ela claramente surgiu convergentemente nos dois grupos, pois é o arco sistêmico esquerdo que é retido (como a aorta única) nos mamíferos, e o arco direito nas aves.

Os monotremados retêm um pequeno sino venoso como uma câmara distinta, os térios incorporaram esta estrutura ao átrio direito, como o nodo sinoatrial, o qual age como o marca-passo do coração.

Os mamíferos também diferem dos demais vertebrados quanto à forma de seus eritrócitos (glóbulos vermelhos ou hemácias), os quais não possuem núcleos na condição madura.

O sangue carregado de oxigênio (arterial) circula pela metade esquerda do coração, enquanto o sangue rico em gás carbônico (venoso) circula pela metade direita. Portanto, não ocorre a mistura de ambos.

Humanos

Humanos: O sistema cardiovascular humano é dividido em: Distrito vascular sanguíneo e Distrito vascular linfático. Falaremos sobre o distrito vascular sanguíneo.

O Distrito vascular sanguíneo é formado por vasos sanguíneos, sangue e coração. No sangue existe o plasma, os elementos figurados, as plaquetas, as hemácias e os leucócitos.

Fisiologia comparada da circulação entre grupos de vertebrados


Esquema da circulação simples em peixes, pois o sangue passa somente uma vez pelo coração.

Nesses animais existe somente um átrio e um ventrículo. Não ocorre mistura de sangue arterial com venoso no coração.

Esquema simplificado da circulação dupla e incompleta em anfíbios, pois, nesses animais o sangue passa duas vezes pelo coração, além de ocorrer mistura de sangue arterial com venoso.

Os répteis apresentam um septo incompleto no ventrículo, supondo, uma possível evolução para formação de dois ventrículos, como ocorrem em alguns répteis (crocodilianos), aves e nos mamíferos.

Esquema da dupla circulação, aves e mamíferos.

Esquema da dupla circulação, aves e mamíferos. Não ocorre mistura de sangue arterial com venoso no coração; do lado direito somente sangue venoso e do lado esquerdo somente sangue arterial.

Observação: Em crocodilianos existe uma comunicação entre um ramo da aorta que sai do ventrículo direito com outro que sai do ventrículo esquerdo, formando o Forame de Panizza, o que possibilita a esses animais, um maior aproveitamento do gás oxigênio (presente em baixa quantidade no sangue venoso), importante para uma maior permanência embaixo d’água.

Curiosidades

Estrutura dos vasos sanguíneos em vertebrados:

Existem três tipos de vasos sanguíneos: veias, artérias e capilares. A estrutura dos diversos tipos de vasos é semelhante, variando apenas nos capilares, que pela sua função de local de realização de trocas sangue/células apenas são composto por um epitélio.

No caso das veias e artérias, a diferença reside no maior diâmetro do lúmen das veias e na espessura das diversas túnicas. Nas paredes das artérias e veias existem diversas camadas ou túnicas:

Túnica externa – mais espessa nas artérias, é formada por tecido conjuntivo denso, com grande quantidade de fibras conjuntivas e elásticas;

Túnica média – mais espessa nas artérias, é formada por tecido muscular liso, cuja contração regula o diâmetro do vaso e a quantidade de sangue que o atravessa. Existe também tecido conjuntivo elástico com vasos sanguíneos;

Túnica interna – tecido epitelial de revestimento – endotélio – e lâmina basal, rica em proteínas e polissacarídeos. Nas artérias existem ainda fibras elásticas. Nos capilares é a única camada presente, facilitando a troca de substâncias.

Mas… Sabia que?

“A canalização sanguínea humana tem um comprimento de cerca de 80 mil Km, o equivalente a duas voltas á Terra?”

“O aumento de 1% do nível do colesterol resulta num agravamento de 2% de risco de sofrer uma cardiopatia hipertensiva?”

“Os diabéticos têm seis vezes mais hipóteses de desenvolver problemas cardiovasculares? E que as mulheres grávidas ou que tomam a pílula têm um incremento de quatro vezes em problemas cardiovasculares?”

“O nosso coração gera diariamente energia suficiente para mover um caminhão por mais de 30 km?”

Divulgação

Nossos amigos também fizeram um blog, http://davigabrielfbioifes.wordpress.com/ ,  sobre biologia, e lá podem se encontrar várias informações e complementos além do citado aqui e também curiosidades, como a da “Gripe H1N1″… Trecho do texto sobre H1N1 do blog   http://davigabrielfbioifes.wordpress.com/ :

“Os resultados, publicados na revista científica “Nature”, indicam que o vírus da nova gripe se reproduz em maior número no sistema respiratório, provocando mais danos aos tecidos, principalmente nos pulmões.”


A tal da gripe “suína”…

Bom, logo teremos novos posts.

Por que não fumar

Vamos cuidar dessa vida gente, ela é muito boa e você só tem uma!!! Não se misture com cigarros e drogas, cuide da sua saúde e da saúde de seus próximos!

 

A saúde da humanidade depende, entre outros fatores, tanto da pureza da alta atmosfera quanto desta pequena porção de ar que está ao redor de cada um de nós, em casa ou no local de trabalho. E a coisa vai mal.

Milhares de pessoas morrem diariamente no mundo em decorrência do câncer de pulmão provocado pela fumaça do tabaco. Em 50 ou 100 anos, o fumo terá matado mais gente de câncer no mundo do que todas as guerras da história. A doença em geral é indolor e “silenciosa”.

 

A idéia de que fumar faz mal à saúde vai se tornando uma verdade para um número crescente de pessoas no mundo inteiro. Hoje não só os fumantes inveterados são condenados por esse vício. Até os fumantes ocasionais, que fumam uns seis cigarros por dia, por prazer, são alvo de olhares atravessados.

 

A perigosa rota dos componentes do tabaco no organismo humano:

  • Quase no mesmo instante da tragada os componentes do tabaco atingem os pulmões.
  • Os bronquíolos e as paredes dos brônquios se contraem de imediato, dificultando a passagem do ar.
  • Os cílios que revestem as vias respiratórias reduzem seus movimentos e perdem a capacidade de varrer elementos estranhos ao organismo, como a poeira.
  • A corrente sanguínea recebe a carga de substâncias tóxicas do fumo, como a nicotina. O monóxido de carbono se une à hemoglobina, reduzindo a oxigenação dos tecidos do corpo.
  • A freqüência cardíaca é acelerada pela nicotina, que também provoca contração dos vasos capilares, elevando a pressão arterial.
  • No cérebro, onde chega através da corrente sanguínea, a nicotina se liga a trechos das células, interferindo na liberação das substâncias que transmitem impulsos nervosos.
  • A secreção de hormônios e enzimas pelas glândulas fica comprometida, deixando o organismo sujeito a uma infinidade de problemas, como o envelhecimento precoce, infarto do miocárdio e diversos tipos de câncer.

 

(Adaptado de: matéria de Divino Fonseca e outros, publicada em Globo Ciência, set. 1994. p. 44-53)